terça-feira, 28 de junho de 2011

Pés no chão

De pés no chão é como íamos  à escola: grupo escolar, como se dizia àquela época, lá pelos idos de 1965.

Saíamos do sítio, mais ou menos três quilômetros da cidade, cortando caminho.Eu e as primas gêmeas.Catávamos coquinho, fugíamos dos cachorros do Damico. Das vacas eu não tinha medo, e olha que eram muitas.

Passar debaixo da cerca de arame farpado também era fácil. Zas-tras e já estávamos do outro lado. Carrapicho, picão se impregnavam no nosso uniforme, mas rapidinho nos desfazíamos daqueles matos.

O medo, mesmo, era das cobras. Ai, quando uma aparecia!

Contavam sempre a história do seu Roque Corcovia: uma delas havia-lhe picado a perna enquanto ele trabalhava na lavoura. Não teve jeito.

 E aquela história de morrer picada de cobra não me saía da cabeça, enquanto caminhava, muito menina, literalmente, de pés no chão, rumo ao grupo escolar.

2 comentários:

  1. Muito legal a iniciativa, Iza! Muito bacana os textos! Agora estarei acompanhando o Blog!

    Francis

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  2. Lindas memorias... que incitam no outro tantas outras

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