De pés no chão é como íamos à escola: grupo escolar, como se dizia àquela época, lá pelos idos de 1965.
Saíamos do sítio, mais ou menos três quilômetros da cidade, cortando caminho.Eu e as primas gêmeas.Catávamos coquinho, fugíamos dos cachorros do Damico. Das vacas eu não tinha medo, e olha que eram muitas.
Passar debaixo da cerca de arame farpado também era fácil. Zas-tras e já estávamos do outro lado. Carrapicho, picão se impregnavam no nosso uniforme, mas rapidinho nos desfazíamos daqueles matos.
O medo, mesmo, era das cobras. Ai, quando uma aparecia!
Contavam sempre a história do seu Roque Corcovia: uma delas havia-lhe picado a perna enquanto ele trabalhava na lavoura. Não teve jeito.
E aquela história de morrer picada de cobra não me saía da cabeça, enquanto caminhava, muito menina, literalmente, de pés no chão, rumo ao grupo escolar.
Muito legal a iniciativa, Iza! Muito bacana os textos! Agora estarei acompanhando o Blog!
ResponderExcluirFrancis
Lindas memorias... que incitam no outro tantas outras
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